I’m go back

eis que, depois de um longo silêncio, quase dois meses (!), decorrência de uma queda súbita do sistema imunológico que me deixou fora de ação por 30 dias e das chatices de final de ano, eis que, finalmente, volto a ocupar este espaço.

volto feliz, com energia, renovado e muito, mas muito afim de pedalar.

a boa notícia, pra começo de conversa, é que não apenas estou bem como muito pronto para o grande dia da partida em direção à banda oriental, o que deve ocorrer entre os dias 10 e 15 de janeiro.

na semana que entra tenho consulta com minha amiga viviane spacil, apoiadora, que está cuidando da parte alimentar da operação banda oriental.

ela vai elaborar o cardápio da dieta que seguirei durante a viagem e encaminhar as derradeiras instruções.

também preciso passar no faccin bicicletas, que igualmente apoia a operação banda oriental, para adquirir duas ou três bermudas e mais uma camisa com proteção UV, para me proteger do sol, que promete ser quente neste janeiro.

e fazer, claro, um checkup geral em la negra 2, minha bike: trocar correia, colocar fita de proteção nos pneus para evitar furos, checar pastilhas dos freios, essas coisas; já se vão mais de seis meses que comecei a pedalar e a distância que me espera é longa – 2 mil km.

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mas o fato é que está tudo bem e, diferentemente do que eu pensava, não perdi muito o folego, não, a julgar por duas pedaladas que fiz desde então.

a primeira delas, jogo rápido, dia 18 de dezembro, domingo, de casa até sinimbu e vice-versa total de 50 km pela BR-471 em 1h22.

o vídeo aqui conta como foi.

a segunda, total de 120 km, entre santa cruz do sul e faxinal do soturno, onde meus sogros moram e onde me encontro neste momento.

parti por volta das 7 horas de santa cruz do sul; parei, contando o almoço e os lanches, uma hora, hora e pouco, e cheguei ao meu destinho por volta das 15 horas, bem.

pedal um pouco difícil, decorrência do calor e do vento, contrário, mas muito, muito possível.

a velocidade média foi de 17 km/h, máxima de 43,5 km/h (estava carregado, com os alforges) e pulso em variações administráveis.

então acho que está tudo bem.

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registro da chegada em faxinal do soturno

de resto, a novidade é que, agora, estou equipado com uma gopro; criei um canal do youtube – operação banda oriental – e estou muito, mas muito afim de partir.

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bora pedalar, então!

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(mais) uma pedalada digna de nota

pedalada gaudéria a de hoje.

total de 166,6 km aqui de casa até general câmara e de lá para cá, velocidade média de 19 km/h, máxima de 58,9 km/h, total de 10h27 entre pedaladas, paradas a cada 20 km e almoço, pulso com pico de 148 bpm, na chegada.

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isso é importante, claro; afinal, foi mais uma pedalada forte, o que me aproxima cada vez mais da operação banda oriental, que, no verão percorrerá 2 mil km daqui até o uruguai e de lá para casa.

o dia hoje foi muito legal, em primeiro lugar, porque estava lindo – azul, temperatura perfeita e tals – e porque, uma vez mais me dei conta de como é bom andar de bicicleta, estar à beira da estrada sem motor, sem fumaça, só você, seu corpo e sua bike.

e, neste estar, ver coisas, encontrar pessoas, conhecer lugares.

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tipo assim: lá pelas tantas, em uma mata à beira do caminho, você ouve o ronco dos bugios, e, em seguida, os macacos no alto das árvores.

um pouco mais adiante, os campos brancos de orvalho, você percebe como é lindo o nascer do sol, como é bom sentir o cheiro de lenha queimada no fogão de alguma casa.

o seu estado de espírito está tão livre que você acha bonito mesmo os terneiros que correm pelos campos, as crianças que brincam no pátio de uma casa, a tapera que serve a um tempo de abrigo do sol e parada de ônibus; a mesma que maternalmente lhe recebe para o descanso aquele.

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é legal encontrar, no trevo de acesso à general cãmara, um casal de ciclistas que não apenas lhe recebem felizes como se interessam pelo que você está fazendo, que comunga com você, que lhe dá um abraço forte e afetuoso.

e que deseja, do fundo de seu coração, que sua viagem seja boa e segura; que você para em paz.

ou, quem sabe, descobrir que o “a la minuta” servido no buteco mais cara de buteco do mundo, ao lado de uma rodoviária igualmente com cara de rodoviária, serve um prato não apenas barato – R$ 15,00 – como saboroso e muito bem feito, que lhe recupera tanto as forças como a esperança que, apesar dos pesares, há gente de bem neste mundão velho sem porteiras.

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tudo isso eu vi e vivi no dia de hoje, meus amigos, sobre minha bicicleta, à beira da estrada, livre.

sobre as questões técnicas, propriamente ditas, o grande diferencial, hoje, foi a mochila com reservatório de 2 litros que comprei lá no faccin bicicletas, apoiador da operação banda oriental.

associada às duas garrafas de água com 750 ml cada, resolveu, e bem, o problema de abastecimento, que vinha me preocupando.

o calor atrapalhou, claro, mas é no verão que eu vou pedalar, então preciso me acostumar com isso.

bora pedalar, então?

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a mais longa das pedaladas

ontem cometi aquele que, pelo menos até este momento, foi o pedal mais longo de toda a minha vida: 206,09 km daqui de minha casa até encruzilhada do sul, pela BR 471, e de lá de volta pra casa, total 17 horas pedaladas, velocidade média de 17,1 km/h e máxima de 51 km/h – pulso com pico em 138 bpm.

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foi um pedal importante para meu treinamento à operação banda oriental, agora no verão, por vários motivos, a começar pelo fato que ultrapassei a barreira dos 120 km, experimentei uma rota sem recurso algum, pedalei noite e dia, literalmente, e, sobretudo, vi que tudo isso era possível.

se você for para aqueles lados, pela BR-471, terá algum recurso tipo posto de gasolina somente até rio pardo. depois, só se você entrar em pantano do sul, alguns quilômetros a mais, ou esperar chegar até encruzihada do sul, 100 km adiante.

a partir do momento em que você cruza a BR-290, por sinal, é um deserto só. sem sombra, sem área de descanso, sem nada. e com muito tráfego de caminhões. naquele trecho tem de cuidar muito, pois o acostamento, apesar de bom, é estreito.

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outra coisa importantíssima: água.

levei duas garrafas, mais ou menos 1,5 litro, pensando em reabastecer no caminho, mas só pude fazer isso 4 km antes de encruzilhada do sul, num posto à esquerda de quem vai (não tem como errar: é o único). ali comi um prato de comida por R$ 20,00.

falando em comida, levei maçãs e barrinhas de cereal, que eu mesmo faço, mas lá pelas tantas a  gente sente falta de sal. foi por isso, talvez, que faltando 16 km para encruzilhada, senti um cansaço monumental e tive de procurar uma sombra pra recuperar as energias, coisa nem sempre fácil de achar naquele trecho.

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a volta foi relativamente mais fácil que a ida – ah, como é bonito quando se vê rio pardo no horizonte, e percebe que faltam apenas 30 ou 40 km para chegar…. cheguei em casa por volta das 21 horas, comi alguma coisa e literalmente capotei.

coisas legais que percebi dessa vez:

+ o carregador de celular que levei, mesmo categoria “brinde da firma”, funcionou muito bem. então este problema – falta de carga no celular – está resolvido.

+ o farol e as sinaleiras da bike funcionam muito bem à noite. itens indispensáveis, portanto.

+ camisão UV e bronzeador são itens que não dá mais pra esquecer.

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o que que precisa ser trabalhado, ainda:

+ mais água. esta semana passo no faccin bicicletas, que apoia a operação banda oriental, e compro uma mochila-reservatório.

+ a qualidade do alimento de apoio. para longas distâncias, levar alguma coisa salgada, também.

+ o pezinho da bike: como la negra 2 é uma mtb xl, e em trechos como eu fiz ontem nem sempre tem um posto, ou uma árvore disponível, é item mais que necessário, em especial quando eu viajar com os alforges.

detalhes ruins da estrada:

+ vi tatus, graxains, gambás e pássaros os mais diversos atropelados.

+ só há uma área de descanso entre pantano e encruzilhada do sul, ainda assim sem estrutura alguma

+ a pior espécie de motorista de caminhão é aquele que buzina forte no momento em que está passando por você. falta adjetivos para qualificá-los. os demais são legais.

bora pedalar, então?

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pedalando na neblina sem farol

o pedal de hoje serviu pra reiterar a certeza de que todo o treinamento que fiz até aqui, pensando na operação banda oriental, foi, na verdade, metade do treinamento.

por quê?

porque desde a compra da “la negra 2”, minha bike, em junho, até o estágio atual, formatei todo o treinamento no inverno; com frio, chuva e condições adversas em geral, e agora estamos caminhando a passos largos para o verão, como comentei outro dia aqui.

é claro que aprendi um caminhão de coisas nesse meio tempo, mas verão é outra técnica, outro pedal, e isso não tem a ver necessariamente com o calor, ainda que também.

hoje, por exemplo,  na pedalada que dei até pantano grande (e assim mesmo que se escreve; eu também não gosto), conheci uma face do verão que simplesmente ignorava de bike: a neblina (foto abaixo).

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é dizer, por outra, que, se, na minha casa, havia sol às 7h30, quatro quilômetros adiante, no bairro arroio grande, quase na saída da cidade em direção à BR 471, o horizonte simplesmente ficou branco e permaneceu assim por 35 km, até rio pardo.

por não ter me dado conta que poderia ser assim, e imaginando um dia de céu azul, como de fato foi após às 9 horas, mais ou menos, simplesmente não levei o farol dianteiro; apenas a sinaleira traseira da bike e a que tenho fixa em meu capacete.

resultado: quem vinha de frente, na pista contrária, não me enxergava, é isso pode ser perigoso.

no caminho, cruzei com muitos ciclistas “speeds”, no sentido contrário e com farol dianteiro ligado, o que fez confirmar ainda mais a importância do equipamento.

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mas deu tudo certo e, na altura de rio pardo, o sol deu os ares de sua graça e o dia ficou literalmente lindo.

os números da pedalada, então:

105,75 km percorridos nos dois sentidos; velocidade média de 19,4 km/h, máxima de 44,9 km/h, pulso em 130 bpm na chegada e algumas queimaduras na coxa, braços e rosto, o que reitera a importância de usar protetor solar na próxima, sem falta.

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também quero aproveitar para registrar duas sensações maravilhosas que tive: a primeira, na foto aí em cima, tem a ver com pedalar os pouco mais de 20 km entre rio pardo e pantano do sul, coisa que havia feito apenas de carro, o que definitivamente não é a mesma coisa.

sensação muito parecida com a que tive quando cheguei em pantano grande e olhei em direção a encruzilhada do sul, coisa que farei quando partir em direção ao uruguai, no verão: a vontade de seguir em frente foi grande, muito grande.

por hora, fiquemos com as fotos. por hora,

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uma prévia do que será o verão

o calor de hoje – pouco mais de 30ºC – foi importante para ter uma ideia do que me espera no verão, quando, imagino, terei de 30 a 40ºC na estrada.

logo cedo, por volta das 8 horas, quando parti em direção à general câmara, inicialmente  pela BR 471 e, em seguida, pela RS 244, a temperatura estava quente, mas suportável para quem está pedalando com uma segunda pele e uma camisa de ciclismo.

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quando atingi a meta de 50 quilômetros, a 30 km de gal câmara, e comecei a retornar, tirei a segunda pele e fiquei somente com a camisa, o que tornou o pedal mais tranquilo, apesar do calor.

tenho de pensar, ainda, para a viagem, se as duas garrafas de água – 750 ml cada – serão suficientes, considerando que terei pela frente longos trechos em meio ao pampa.

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aos dados, então: 105,89 km de distância percorridos, velocidade média de 19,4 km/h (havia vento na volta; na ida foram 20,1 km/h), velocidade máxima de 59,6 km/h e tempo total de 5h57 (parei a cada 20 km, ou de uma em uma hora, em média) e pulso na casa dos 110, 120 bpm.

o calor judiou mais mesmo a partir das 11 horas, ou seja, na hora em que devo parar quando estiver pedalando, pois, neste horário, nem os pássaros voam.

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estrada de herveiras: grata surpresa

depois do refresco da semana passada, quando pedalei 90 km de santa cruz do sul até rio pardo, encarei, hoje, a BR-153 até herveiras, em um total de 99,18 km; já conhecia o caminho, mas foi a primeira vez que fiz ele pedalando.

Herveiras, 21 de agosto

até a altura de vale do sol, com 37,4 km de estrada, tudo certo: estrada tranquila, sem trânsito (mesmo no trecho de 15 km da BR-287 até o acesso à BR-153  o caminho estava calmo,); dali pra frente, no entanto, uma serra de respeito, que leva os ciclistas desavisados sem piedade aos 530 metros de altimetria de herveiras.

Herveiras, 21 de agosto e

aos dados, então: 99,18 km de estrada, velocidade média de 21,3 km/h, máxima de 60 km/h e pulso em 140 bpm – 5h30 de pedal, contando as paradas pra lanche e foto.

algumas curiosidades da BR-153:

# estrada maravilhosa; em boa parte do trecho até herveiras quase melhor que o asfalto. e vazia, o que é melhor.

# não há um boteco, uma cantina, um pé sujo ao longo da BR-153 do trecho em que ela cruza sobre a BR-471 até Herveiras. melhor dizendo: há um posto, a 5 km de herveiras, onde se pode comer e tomar um café bem passado.

# contei mais de dez garrafas de refrigerante com um líquido amarelo jogadas no acostamento da estrada. infiro que contivessem xixi, mas fica a pergunta: por que não parar o carro e usar o acostamento, já que a estrada é vazia!?

# é a primeira vez que pedalo com chuva; fraca, mas chuva. valeu a experiência.

Herveiras, 21 de agosto b