Leituras de viagem

estrada da morte e caminhos dé

estrada da morte &
caminhos da fé
de josé vanderlei dissenha
99 e-books (2015)

são duas histórias relatadas aqui, como o título sugere. na primeira – estrada da morte – um downhill de aproximadamente 60 km por uma das estradas mais perigosas da bolívia. interessante. na segunda – caminhos da fé – uma trip pelo interior de são paulo e minas até a cidade de aparecida, onde fica o santuário católico de mesmo nome; viagem repleta de lama, sob muita chuva e com outros perrengues mais.

Transpatagônia

Transpatagônia: pumas não comem ciclistas
de Guilherme Cavallari
Editora Kalapalo (2015)

Um livro de cicloturismo onde, além de uma viagem de 6 meses e de 6 mil km percorridos entre o Chile e a Argentina, por toda a Patagônia e Terra do Fogo, tem-se verdadeiras aulas de história e geografia e dicas importantíssimas de trekking. Mais que o relato de uma aventura, tem-se, aqui, uma espécie de guia por meio do qual aprendemos, e muito, o que significa pedalar em condições extremas.

Trilhando sonhos

Trilhando sonhos: 365 dias de bicicleta pela América do Sul
de Thiago Fantinatti
Editora Extremos (2014)

Texto importantíssimos para os que pretendem pegar a estrada. Como o nome sugere, Fantinatti pedalou por toda a América do Sul, saindo do Brasil via Chuí e retornando pelo Pará, em plena floresta amazônica. Relato de caráter impressionista, por meio do qual pode-se ter uma ideia muito legal do que significa pegar a estrada tendo como guia fundamentalmente nossos instintos e vontade.

O ciclista mascarado

O ciclista mascarado: uma aventura de bicicleta na África Central
de Neil Peart
Editora Belas Letras (2016)

Neil Peart, baterista do Rush, conta neste livro a viagem de bicicleta que fez em 1990 pela África Central. É um livro muito bonito, que equilibra bem a aventura e o conhecimento de mundo que emerge dela. Gostei particularmente porque a viagem de Peart ficou anos-luz de ser agradável, dado à precariedade do caminho, das instalações, da comida; a pobreza das gentes tantas que por lá sobrevivem. Você encontra o livro no site da editora, por aqui.

o-mundo-sem-anc3a9is-cem-dias-de-bicicleta

O mundo sem anéis: cem dias de bicicleta
de  Mariana Carpanezzi
Editora Longe (2013)

Um livro que me fez um bem danado ter lido. Nele,  Mariana conta como percorreu mais de 5 mil quilômetros em 100 dias ao longo de França, Portugal e Espanha. Mas não se engane: é bem mais que uma viagem de bicicleta; tem a ver com auto-conhecimento, transcendência; descobrir-se, enfim. Sem falar que é muito bem escrito. Li em e-book, via kindle, mas tem impresso e tals. Pode comprar por aqui.

Homem livre ao redor do mundo

Homem livre ao redor do mundo sobre uma bicicleta
de Danilo Perroni Machado
Ciao Ciao Editorial (2015)

Foi o primeiro livro que li desde que decidi pela Operação Banda Oriental. Como o nome sugere, Danilo Perroni Machado viajou pelo mundo todo com sua bike. Foram três anos, três meses e três dias, literalmente. Isso a partir de Belo Horizonte, Minas Gerais, onde nasceu, e por uma viagem ao longo de 59 países, literalmente. Resistência, coragem, vontade de mudar, de ver coisas novas. Tudo isso se aprende aqui, também. Li em e-book, via kindle. Compre por aqui.

Diários de Bicicleta

Diários de Bicicleta
de David Byrne
Editora Amarilys (2015)

Livro escrito pelo fundados da banda Talking Heads, que desde o início dos anos 80 usa a bicicleta como principal forma de locomoção em Nova York, cidade onde vive. Quando viaja ou sai em turnê, ele sempre leva consigo uma bicicleta dobrável. A princípio, tal decisão foi tomada por mera conveniência. No entanto, quanto mais cidades visitava, mais o músico se tornava adepto desse meio de transporte. É um livro que traduz a essência do que significa usar a bicicleta antes como uma forma de viver o mundo que de se transportar por ele. Você compra ele por aqui.

expedição pedal basil

Expedição pedal Brasil: o diário de viagem é um manual de cicloturismo
de Waldyr Neto
Editora do autor (2013)

Não sei se eu gostei dessa livro, mas é divertido. Em síntese, trata da viagem de 2,2 mim km que o autor e um amigo fizerem pelas praias do nordeste brasileiro. A história, claro, é legal e tals, mas como Waldyr não é um escritor, a narrativa fica muito descritiva – tipo fizemos isso, vimos aquilo, sabe? – tornando-se, dessa forma, dura, rápida demais. Mas também aqui se aprende. Li via kindle.