o frio é meu aliado na redução de peso

o frio – neste momento estamos em 16ºC, perto do meio dia – é meu aliado no programa de reeducação alimentar com vistas à operação banda oriental.

na consulta de ontem, a balança acusou 96,4 kg, 1,9 kg a menos que dia 15 de abril; 3,4 kg menos que dia 31 de março e 6,3 kg menos que dia 15 de março, quando comecei.

a meta é chegar nos 85 kg, e daí começar o trabalho muscular.

o legal é que as medidas, em geral, e não só o peso, estão reduzindo, conforme demonstra a tabela abaixo.

a banda oriental está cada vez mais próxima.

medidas em 28 de abril

 

 

51,9 km no domingo

gostei muito do pedal de hoje; 51,9 km de santa cruz do sul a sinimbu e de lá para cá, via BR-471, em um total de 2h54 e média de 18,2 km/hora no total.

com isso, e considerando o pedal da semana passada, quando fiz, pela manhã, 70 km em 4 horas, posso pensar que, para a operação banda oriental, dá para pedalar, em média, de 40 a 50 km por turno.

se aproveitar bem a manhã e o final de tarde, quando será mais fresco (viajo em janeiro), dará para fazer de 80 a 100 km por dia, em média, imagino.

mas vamos aos registros de hoje, a começar pelo mapa do trecho, muito tranquilo e praticamente sem trânsito nos dois sentidos.

sinimbu 24-4

fiz o trecho de ida direto, sem paradas. 26,7 km em 1h30. velocidade média de 18,5.

sinimbu2 - 24-4
descanso na chegada, com direito a selfie
sinombu, 24-4
próximo ao acesso a sinimbu tem-se algumas lombas mais íngremes, mas as marchas leves resolvem

“la negra”, uma vez mais, se portou bem, mas tenho de ver o “cléck”, “clóck” que sai do rolamento junto aos pedais esta asemana.

Sinimbu, 24-4

a volta foi mais tranquila ainda, com parada em rio pardinho (17,2 km de santa cruz do sul) para reabastecimento de água.

o senhor do boteco que me vendeu uma mineral sem gás a R$ 2,00 disse que, no verão, é melhor eu ir a santana do livramento, e, de lá, a colônia do sacramento, pela BR-290, via rio pardo, pois o trecho a partir de santa maria tem 100 km de reta sem um posto de combustível sequer: ele tem razão; já fiz o trajeto de carro e é um longo percurso em pleno pampa; lindo, mas sem recursos.

vamos ver o que acontece.

sinimbu 4 24-4
rio pardinho, lugar pra lá de simpático, fica na metade do caminho

 

70 km sob o sol

o sábado foi de treino, hoje.

logo cedo, às 7 horas, peguei a estrada rumo a rio pardo, cidade distante pouco mais de 30 quilômetros aqui de santa cruz.

a ida foi tranquila: 34,8 km de estrada, 1h48 pedalando, pulso de 120 na hora da chegada e média de 19,2 km/h.

Pedal rio pardo, 16 de abril

a volta não foi diferente: fechei 70 km em 4 horas cravadas, o pulso 120, com uma breve parada na entrada da cidade, para comprar água, quando estava com 3h27 de estrada e 61,5 km rodados.

a média no trecho de volta foi de 17,6 km/h.

“la negra”, minha bike, – uma caloi 500 com 4 anos de idade – aguentou bem o trecho, salvo um “clóck” e um”cléck” aqui e ali.

olha o estado na pessoa na foto:

Pedal rio pardo - 1, 16 de abril

percepções da viagem (a mais longa que fiz até agora de bike em minha vida):

+ estou com um bom preparo físico, pois só na volta, bem perto da chegada, senti um pouco o músculo da perna esquerda; bastou uma paradinha que tudo ficou normal de novo.

+ pedalar logo cedo, em um dia como hoje (35ºC) é o ideal; perto das 11 horas o rendimento cai substancialmente; o consumo de água aumenta drasticamente.

+ falando em água, preciso estudar o trecho que vou viajar no verão, e levar comigo uma boa quantidade de água.

+ as lombas não são problemas, usando-se marchas leves; mais pra chegada dos trechos elas cansam um pouco.

+ não senti fome. comi uma barrinha de cereal perto das 10 horas, mas sem fome.

+ preciso de bermudas confortáveis. as que uso servem pra tiros curtos, mas incomodam um pouco na distância.

+ a qualidade do acostamento, de uma forma geral, é muito ruim no trecho que percorri; salvo na ciclovia que existe na saída de santa cruz do sul – 3,5 km – o resto é uma loteria, mas dá pra tocar tranquilo.

+ viajar de bike é bom demais!

 

 

menos peso, mais saúde

segue a batalha da desintoxicação e contra o peso extra.

com boas novas: do dia 31 de março até hoje, perdi 2,9 kg de peso gordo (gordura, em bom português).

os exercícios – caminhada, corrida e pedal – me deram, por outro lado, 790 g de peso magro, ou seja, músculos, o que significa que o corpo está com uma boa memória das reeducações anteriores, a julgar pela rapidez com que reage aos estímulos.

a meta é mais dois meses de desintoxicaçãoo; depois; trabalhar a resistência física.

abaixo, a tabela atualizada por minha nutricionista, viviane spacil, da bio hauss, aqui do condado.

medidas em 15 de abril

 

operação banda oriental

ao passo que os quilos vão aliviando a balança; as leituras sendo feitas; os filmes, assistidos, é hora de começar a pensar no roteiro da primeira viagem.

decidi batizá-la de “operação banda oriental” porque tem a ver com pedalar a maior parte do tempo pelo uruguai.

ainda não sei se saio de santa cruz do sul, onde moro, ou se santana do livramento, na fronteira com o uruguai, mas a meta inicial será colônia de sacramento, às margens do rio da prata.

de lá eu vejo para onde vou; se desço em direção ao chuí, ou se toco para buenos aires: tem tempo ainda para decidir.

vejamos cada uma das possibilidades.

rota 1 – sta cruz do sul/santana do livramento

de santa cruz do sul a santana do livramento, são 388 km. segundo o google maps,  quase 21 horas de bike, no trajeto abaixo.

sta cruz-santana do livramento

rota 2 – santana do livramento/colonia do sacramento

saindo de santana do livramento até colônia do sacramento, são 526 km. aí a fabi teria de me dar uma carona até a fronteira, ou ir de ônibus. o google maps não disponibiliza projeção de bike, mas o roteiro é esse aí debaixo, pensado para carro.

santana do livramento-colonia

rota 3 – santa cruz do sul/santana do livramento/colonia do sacramento

tocando direto daqui de santa cruz do sul, passando por santana do livramento até colônia do sacramento, são 909 km.

sta cruz-santana do livramento - colonia

por hora, é mais provável que eu parta de santa cruz do sul e entre no uruguai por santana do livramento, mas preciso pensar um pouco, ainda.

neste final de semana – sábado, provavelmente – vou pedalar até rio pardo 33 km daqui e de lá para cá – para ter uma ideia de quanto devo fazer todos os dias para dar conta do trecho.

mas, imaginando os 909 km, penso que dez, talvez 15 dias sejam suficientes.

vamos ver o que acontece.

mochila & bique

erion lara, amigo e colega de trabalho, deu uma dica muito, mas muito legal de site, que compartilho aqui.

trata-se do projeto mochila & bike, de aldo lammel, segundo o próprio “escritor e aventureiro que viaja pelo mundo, documentando suas próprias experiências”.

coisa pouca: 40 países em 40 meses.

aldo está, até o momento deste registro, há 437 dias na estrada.

e o mais legal é que o diário de viagem vai sendo atualizado à medida que o caminho avança, em vídeo, foto e texto.

como generosidade pouca é bobagem, tem, ainda, dicas para os que, como eu, estão se preparando para pegar a estrada.

um trecho do capítulo colômbia em dez fotos:

“Cheguei à Colômbia dia 9 de dezembro de 2015 pela fronteira sul, vindo do Equador, e saindo do país pela costa do mar do Caribe em direção ao Panamá no dia 15 de fevereiro de 2016. Minha travessia pela Colômbia levou 68 diase foi a grande e já esperada experiência da viagem pela América do Sul. No roteiro original, a viagem pelo continente terminaria no Equador, entretanto viajantes que fui encontrando pela estrada tiveram decisiva influência no que eu faria. Diante das paisagens espetaculares que temos no continente, a informação recorrente que chegava em meus ouvidos era de um país de pessoas amáveis e verdadeiramente preocupadas com o bem-estar do estrangeiro. E eu descobri que é isto e muito mais. A Colômbia é uma nação espetacular e eu vou te contar os porquês.

colombia - aldo lammel

Igreja Las Lajas em Ipiales, próxima da fronteira com o Equador — Dezembro/2015 (Aldo Lammel, CC BY-NC)

homem livre ao redor do mundo

outra dica bacana para quem está se organizando para pegar a estrada, meu caso, é o livro “homem livre: ao redor do mundo sobre uma bicicleta“,  de danilo perroni machado (ciao ciao editorial, 2015).

o cara viajou três anos e três dias por 59 países, em um percurso de mais de 50 mil quilômetros.

estou lendo pelo kindle, e gostando muito.

mas penso que o livro peca um pouco porque aposta mais nas transformações que estão se dando com perroni – muito legais, diga-se – ao longo do caminho que nos detalhes, sempre tão necessários.

tem particularidades, claro: a quilometragem, os perrengues, essas coisas, mas a narrativa aposta mais, como disse, no processo de transformação a que nós, peregrinos, passamos em jornadas como estas.

tipo: já estou na itália com ele e ainda não sei quanta grana ele levou pra viagem, e nem onde guardou o dinheiro ao longo do pedal.

essas coisas.

mas vejam com seus próprios olhos.

vale a pena.

CAPA-LIVRO-Danilo-Perrotti-Machado-no-México-by-DIVULGAÇÃO1CAPA-LIVRO-Danilo-Perrotti-Machado-no-México-by-DIVULGAÇÃO