descansar também será preciso

tão importante quanto minha capacidade de pedalar será a qualidade do tempo descansado durante a operação banda oriental, e não só à noite, quando do necessário sono.

penso, em princípio, fazer pequenos intervalos de descanso a cada 30 km, ou 1h30 de pedal (minha média é 20 km/h), e uma parada mais longa depois do almoço, de duas a três horas.

as primeiras, breves, têm a ver com a capacidade de ir adiante; as segundas, igualmente, mas de forma mais profunda e também por causa do calor.

a estratégia será a seguinte: pedal desde cedo – 6 ou 7 horas – até 11 horas, meio-dia. almoço e descanso prolongado até 15 ou 16 horas em alguma sombra à beira do caminho.

depois, pedal novamente até umas 20 horas, quando chegará a hora de dormir, onde for possível – levarei comigo barraca e saco de dormir.

pensando nos descansos pós-almoço, levarei junto, ainda, duas alternativas: uma manta de estender no chão e uma rede ntk, modelo kokun.

rede

a rede é bem prática – 195 cm de largura; 300 cm de comprimento, tecido em poliamida (nylon), mosquetes de alumínio e cordas em polipropileno – e aguenta 150 kg – 60 kg a mais que meu peso atual.

outra coisa legal é que o tecido, respirável, vem com tratamento anti-bactericida e proteção Uv 50+ e repelente contra insetos e cabe em uma bolsa anexada a ela, pequena.

rede1

hoje fiz um teste drive; vamos ver o que acontece na viagem.

 

 

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repicando post do face

curiosidade: desde que comecei a pedalar, em abril do ano passado – inicialmente com “la negra” (uma caloi 500, abaixo); depois, com “la negra 2” (canondale mtb), comprada em junho do Luiz Faccin, apoiador da operação banda oriental – percorri algo em torno de 1.575 km.

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os primeiros pedais foram feitos com “la negra”, uma caloi 500

o “pico” foi no mês de agosto – 395,5 km pedalados; a maior distância de uma só vez, em outubro: 206,9 km entre santa cruz do sul e encruzilhada do sul e de lá para cá.

la negra 2 - b
“la negra 2” foi adquirida em abril de 2016

é possível que seja mais, pois em algum momento esqueci de fazer as necessárias anotações aqui no blog, onde registro meus passos, mas não fica muito longe disso, não.

ou seja, meu treinamento, ainda que basicamente aos finais de semana, percorreu quase a mesma distância que percorrerei nos próximos dias, de 2 mil km, aproximadamente.

legal, né?

(muito, mas muito curioso para saber quem voltará dessa jornada.)

anotações sobre as imagens

resolvi, esta semana, quem sabe, o último problema antes da partida em direção à banda oriental, dia 13 de janeiro, daqui a alguns dias: o armazenamento das imagens – fotos e vídeos – que realizarei durante a viagem.

contextualizando: não estava seguro com os dois cards de 64 Gb e um terceiro de 32 Gb de minha gopro hero 4, considerando a qualidade das imagens que ela gera, pesadas, e levando em conta que cartão não é lugar para armazenar fotos e vídeos por muito tempo.

em particular porque, após a viagem, pretendo fazer um documentário da operação banda oriental, além de um livro, de forma que todos cuidado com as imagens é pouco.

pra complicar, a capacidade de mémoria do tablet M7S quadcore – 8 Gb -que comprei pra viagem não permite que se baixe, nele, as imagens; só leitura, de maneira que, até ontem, a saída era rezar para que os cartões dessem conta do problema, já que meu HD externo antigo simplesmente não dialogava com o tablet.

o problema foi resolvido por meio de um HD externo da toshiba de 1 Tb – canvio basics, que dialoga perfeitamente com o sistema android do tablet.

hd-externo

ou seja, agora, ao final de cada dia, posso transferir tranquilamente as imagens da gopro para o HD externo, via tablet, tudo organizado em pastas, que é pra facilitar a edição dos vídeos mais tarde.

com o agravante que, contando os cabos, representa bem pouco peso a mais na carga total da bike, a um custo relativamente baixo, caso algo dê errado, o que, sinceramente, espero que não ocorra.

legal, né?

pedalando na neblina sem farol

o pedal de hoje serviu pra reiterar a certeza de que todo o treinamento que fiz até aqui, pensando na operação banda oriental, foi, na verdade, metade do treinamento.

por quê?

porque desde a compra da “la negra 2”, minha bike, em junho, até o estágio atual, formatei todo o treinamento no inverno; com frio, chuva e condições adversas em geral, e agora estamos caminhando a passos largos para o verão, como comentei outro dia aqui.

é claro que aprendi um caminhão de coisas nesse meio tempo, mas verão é outra técnica, outro pedal, e isso não tem a ver necessariamente com o calor, ainda que também.

hoje, por exemplo,  na pedalada que dei até pantano grande (e assim mesmo que se escreve; eu também não gosto), conheci uma face do verão que simplesmente ignorava de bike: a neblina (foto abaixo).

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é dizer, por outra, que, se, na minha casa, havia sol às 7h30, quatro quilômetros adiante, no bairro arroio grande, quase na saída da cidade em direção à BR 471, o horizonte simplesmente ficou branco e permaneceu assim por 35 km, até rio pardo.

por não ter me dado conta que poderia ser assim, e imaginando um dia de céu azul, como de fato foi após às 9 horas, mais ou menos, simplesmente não levei o farol dianteiro; apenas a sinaleira traseira da bike e a que tenho fixa em meu capacete.

resultado: quem vinha de frente, na pista contrária, não me enxergava, é isso pode ser perigoso.

no caminho, cruzei com muitos ciclistas “speeds”, no sentido contrário e com farol dianteiro ligado, o que fez confirmar ainda mais a importância do equipamento.

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mas deu tudo certo e, na altura de rio pardo, o sol deu os ares de sua graça e o dia ficou literalmente lindo.

os números da pedalada, então:

105,75 km percorridos nos dois sentidos; velocidade média de 19,4 km/h, máxima de 44,9 km/h, pulso em 130 bpm na chegada e algumas queimaduras na coxa, braços e rosto, o que reitera a importância de usar protetor solar na próxima, sem falta.

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também quero aproveitar para registrar duas sensações maravilhosas que tive: a primeira, na foto aí em cima, tem a ver com pedalar os pouco mais de 20 km entre rio pardo e pantano do sul, coisa que havia feito apenas de carro, o que definitivamente não é a mesma coisa.

sensação muito parecida com a que tive quando cheguei em pantano grande e olhei em direção a encruzilhada do sul, coisa que farei quando partir em direção ao uruguai, no verão: a vontade de seguir em frente foi grande, muito grande.

por hora, fiquemos com as fotos. por hora,

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alforges categoria show de bola

a etapa “equipamentos” da viagem está quase concluída, com a compra, hoje, dos alforges e instalação do bagageiro traseiro, no Faccin Bicicletas, apoiador da operação banda oriental.

a opção foi por um par de alforges SL 55 CX, caros, mas muito bons, além de serem impermeáveis e resistentes à poeira.

dimensões de cada alforje: altura aprox.: 43 cm / largura aprox.: 38 cm / profundidade aprox.: 14 cm.

volume de cada alforje: aproximadamente 20 litros, de modo que são 40 litros de bagagem em cada par de alforjes.

agora, é pedalar com os alforges para me adaptar à nova condição física de “la negra 2”, minha bike, que ganhou mais peso, mas que ficou igualmente charmosa.

o que falta comprar, ainda: iluminação (farol e sinaleira); barraca (ou saco de dormir); equipamento para captura de imagens em movimento e estáticas; roupas e peças sobressalentes (câmara, principalmente) e kit primeiros socorros.

acho que é isso.

nas fotos, “la negra 2” estilizada.

alforgealforge1

 

curso para não ficar empenhado

e se, em algum momento dos 2 mil km que percorrerei no verão na “operação banda oriental” um dos pneus furar; arrebentar a corrente ou eu tiver problemas com o câmbio de la negra 2, minha bike?

muito simples: vou pegar as ferramentas que levarei comigo e vou realizar os consertos.

o fato é que, desde ontem, graças ao curso básico de mecânica de bike, promovido pela faccin bicicletas, apoiadora do projeto, estou instrumentalizado para estes reparos mais imediatos, mas que agora são perfeitamente possíveis.

as fotos falam um pouco de como tudo se deu.

oficina dia 5 de julho - 1oficina dia 5 de julho

oficina dia 5 de julho - 2

hora de “la negra” descansar

bike nova
sim, “la negra”. minha caloi 500, foi valente – e muito – até aqui, mas o fato é que ela tem cinco anos e não aguentará os pelo menos 900 quilômetros que farei no verão.

a viagem será feita com uma cannondale 29″ trail 5 preta (foto acima), que comprei no faccin bicicletas.

assim que eu andar – retiro ela na sexta – conto como se porta.

o próximo passo será equipar – alforges, espelhos, essas coisas.

abaixo, as características da nova bike, que tem quadro de alumínio:

Quadro
Trail, double-butted 6061 Alloy, SAVE, 1-1/8″ head tube

Garfo
SR Suntour XCM-RL, 100mm, remote lockout, 1-1/8″, 29″/27.5″

Pedivela
Shimano M371, 44/32/22

Eixo central
Tange LN 3912, square taper

Trocadores
Shimano Altus

Cassete
SunRace, 11-34, 9-speed

Corrente
Shimano HG53, 9-speed

Cambio Dianteiro
Shimano Altus, 31.8 clamp

Cambio Traseiro
Shimano Acera

Aros
Alex DC 4.0, double wall, 32-hole

Cubos
Cannondale C4 Disc

Pneus
Continental RACE KING 27,5X2.2

Pedais
Cannondale Platform

Freios
Hayes Dyno Sport hydraulic disc, 180/160mm

Guid
ão
Cannondale C4, 6061 alloy, 20mm rise, 680mm

Suporte dire
ção
Cannondale C4, 31.8, 7 deg.

Movimento de dire
ção
Tange Zstep

Manete de freios
Hayes Dyno Sport hydraulic

Raios
Stainless Steel, 14g Natural

Manoplas
Cannondale Dual-Density

Selim
Cannondale Stage 3

Canote
Cannondale C3, 6061 alloy, 27.2
Peso: 14,380kg (XL)
14,410 (L)