pedalando na neblina sem farol

o pedal de hoje serviu pra reiterar a certeza de que todo o treinamento que fiz até aqui, pensando na operação banda oriental, foi, na verdade, metade do treinamento.

por quê?

porque desde a compra da “la negra 2”, minha bike, em junho, até o estágio atual, formatei todo o treinamento no inverno; com frio, chuva e condições adversas em geral, e agora estamos caminhando a passos largos para o verão, como comentei outro dia aqui.

é claro que aprendi um caminhão de coisas nesse meio tempo, mas verão é outra técnica, outro pedal, e isso não tem a ver necessariamente com o calor, ainda que também.

hoje, por exemplo,  na pedalada que dei até pantano grande (e assim mesmo que se escreve; eu também não gosto), conheci uma face do verão que simplesmente ignorava de bike: a neblina (foto abaixo).

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é dizer, por outra, que, se, na minha casa, havia sol às 7h30, quatro quilômetros adiante, no bairro arroio grande, quase na saída da cidade em direção à BR 471, o horizonte simplesmente ficou branco e permaneceu assim por 35 km, até rio pardo.

por não ter me dado conta que poderia ser assim, e imaginando um dia de céu azul, como de fato foi após às 9 horas, mais ou menos, simplesmente não levei o farol dianteiro; apenas a sinaleira traseira da bike e a que tenho fixa em meu capacete.

resultado: quem vinha de frente, na pista contrária, não me enxergava, é isso pode ser perigoso.

no caminho, cruzei com muitos ciclistas “speeds”, no sentido contrário e com farol dianteiro ligado, o que fez confirmar ainda mais a importância do equipamento.

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mas deu tudo certo e, na altura de rio pardo, o sol deu os ares de sua graça e o dia ficou literalmente lindo.

os números da pedalada, então:

105,75 km percorridos nos dois sentidos; velocidade média de 19,4 km/h, máxima de 44,9 km/h, pulso em 130 bpm na chegada e algumas queimaduras na coxa, braços e rosto, o que reitera a importância de usar protetor solar na próxima, sem falta.

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também quero aproveitar para registrar duas sensações maravilhosas que tive: a primeira, na foto aí em cima, tem a ver com pedalar os pouco mais de 20 km entre rio pardo e pantano do sul, coisa que havia feito apenas de carro, o que definitivamente não é a mesma coisa.

sensação muito parecida com a que tive quando cheguei em pantano grande e olhei em direção a encruzilhada do sul, coisa que farei quando partir em direção ao uruguai, no verão: a vontade de seguir em frente foi grande, muito grande.

por hora, fiquemos com as fotos. por hora,

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