a mais longa das pedaladas

ontem cometi aquele que, pelo menos até este momento, foi o pedal mais longo de toda a minha vida: 206,09 km daqui de minha casa até encruzilhada do sul, pela BR 471, e de lá de volta pra casa, total 17 horas pedaladas, velocidade média de 17,1 km/h e máxima de 51 km/h – pulso com pico em 138 bpm.

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foi um pedal importante para meu treinamento à operação banda oriental, agora no verão, por vários motivos, a começar pelo fato que ultrapassei a barreira dos 120 km, experimentei uma rota sem recurso algum, pedalei noite e dia, literalmente, e, sobretudo, vi que tudo isso era possível.

se você for para aqueles lados, pela BR-471, terá algum recurso tipo posto de gasolina somente até rio pardo. depois, só se você entrar em pantano do sul, alguns quilômetros a mais, ou esperar chegar até encruzihada do sul, 100 km adiante.

a partir do momento em que você cruza a BR-290, por sinal, é um deserto só. sem sombra, sem área de descanso, sem nada. e com muito tráfego de caminhões. naquele trecho tem de cuidar muito, pois o acostamento, apesar de bom, é estreito.

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outra coisa importantíssima: água.

levei duas garrafas, mais ou menos 1,5 litro, pensando em reabastecer no caminho, mas só pude fazer isso 4 km antes de encruzilhada do sul, num posto à esquerda de quem vai (não tem como errar: é o único). ali comi um prato de comida por R$ 20,00.

falando em comida, levei maçãs e barrinhas de cereal, que eu mesmo faço, mas lá pelas tantas a  gente sente falta de sal. foi por isso, talvez, que faltando 16 km para encruzilhada, senti um cansaço monumental e tive de procurar uma sombra pra recuperar as energias, coisa nem sempre fácil de achar naquele trecho.

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a volta foi relativamente mais fácil que a ida – ah, como é bonito quando se vê rio pardo no horizonte, e percebe que faltam apenas 30 ou 40 km para chegar…. cheguei em casa por volta das 21 horas, comi alguma coisa e literalmente capotei.

coisas legais que percebi dessa vez:

+ o carregador de celular que levei, mesmo categoria “brinde da firma”, funcionou muito bem. então este problema – falta de carga no celular – está resolvido.

+ o farol e as sinaleiras da bike funcionam muito bem à noite. itens indispensáveis, portanto.

+ camisão UV e bronzeador são itens que não dá mais pra esquecer.

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o que que precisa ser trabalhado, ainda:

+ mais água. esta semana passo no faccin bicicletas, que apoia a operação banda oriental, e compro uma mochila-reservatório.

+ a qualidade do alimento de apoio. para longas distâncias, levar alguma coisa salgada, também.

+ o pezinho da bike: como la negra 2 é uma mtb xl, e em trechos como eu fiz ontem nem sempre tem um posto, ou uma árvore disponível, é item mais que necessário, em especial quando eu viajar com os alforges.

detalhes ruins da estrada:

+ vi tatus, graxains, gambás e pássaros os mais diversos atropelados.

+ só há uma área de descanso entre pantano e encruzilhada do sul, ainda assim sem estrutura alguma

+ a pior espécie de motorista de caminhão é aquele que buzina forte no momento em que está passando por você. falta adjetivos para qualificá-los. os demais são legais.

bora pedalar, então?

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