“E se alguma coisa acontecer na estrada?”

por aqui, e clicando diretamente na imagem, você acessa a coluna veiculada sábado 1º de outubro, no riovale jornal, apoiador da operação banda oriental.

logo abaixo, o texto na íntegra.

coluna-dia-1o-de-outubro

“E se alguma coisa acontecer na estrada?”

Os preparativos à Operação Banda Oriental estão entrando em um momento particularmente curioso, basicamente porque resta muito pouco a ser feito que não comprar mais algum equipamento, cuidar do peso e seguir pedalando.

Refiro-me, no que toca ao equipamento, à câmara GoPro, pensando no documentário que quero fazer depois da viagem; um telefone mais decente que meu iPhone 4s atual; barraca e alguma roupa de verão, pois a que tenho é basicamente de inverno.

Quanto ao peso, é me manter na casa dos 90 kg, onde estou neste momento, o que não é tarefa difícil, especialmente nestes dias quentes de verão que se aproximam.

De resto, está tudo pronto.

Especificamente sobre meu desempenho sobre as duas rodas de La negra 2, minha bike, a julgar pelo que tenho pedalado, em torno de 100, 120 km por final de semana, penso que está chegando a hora de partir.

Claro que tenho de pedalar um pouco mais no calor, pra me adaptar mais ao novo clima, já que meu treinamento foi feito todo no inverno, mas isso é coisa que se resolve com mais três ou quatro saídas e algum protetor solar, coisa que já comprei, inclusive.

O que está difícil de segurar é a ansiedade dos amigos e parentes para com a data da partida, mas, também, o espanto deles por saber que eu vou sozinho.

Semana passada, por exemplo, em plena Japaratinga, litoral norte de Alagoas, onde estive por uma semana em um congresso, à beira mar, correndo sempre que possível, mas sem pedalar, todas as pessoas que ficavam sabendo da Operação Banda Oriental se espantavam a) ao saber que eu pedalaria 2 mil km e, ato contínuo, b) que o faria sozinho.

E aí, dê-lhe explicar…

Se fosse só os conhecidos, tudo certo; afinal, as pessoas são curiosas mesmo e não é todo o dia que aparece um maluco defendendo as virtudes do cicloturismo de longa distância, mas com os amigos e parentes a coisa é bem mais séria.

Tipo:

“Tá, mas você não vai sozinho, vai?” (Sim, sim; eu vou sozinho.)

“Mas a Fabi vai atrás de carro, não vai?” (Não, a Fabi não vai atrás, de carro…)

“E se alguma coisa acontecer na estrada?” (Eu ser atacado por um tatu, por exemplo?)

“Barraca? Pra quê barraca?” (Pra equilibrar o peso da bike, sabe; dizem que funciona muito bem como contrapeso…)

Claro que tudo isso também significa que o pessoal não apenas gosta de mim como se preocupa com meu bem-estar, mas que é divertido, não tem como negar.

O fato é que o dia de partir está chegando – falta em torno de quatro meses, ainda – e, mesmo que a dia exato da saída, e o roteiro (já explico), estejam em aberto, sinto-me muito bem e pronto para pegar a estrada.

O certo é que o farei entre dezembro e janeiro, talvez fevereiro; tudo depende de alguns compromissos que apareceram por estes dias e que estão me fazendo rever o calendário.

E ainda tenho de decidir se entro no Uruguai por Santana do Livramento ou pela Chuí, ainda que esta escolha não interfira significamente em nada, ainda que ela, a escolha, seja tomada porque talvez passemos o ano-novo juntos – a família e eu – em algum lugar da Banda Oriental.

Quando eu decidir, conto a vocês.

Bora pedalar, então?

 

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