Coluna do Riovale Jornal

coluna publicada dia 17 de setembro no riovale jornal, aqui de santa cruz do sul, aóiador da operação banda oriental, agora com foto nova, mas propícia aos dias quentes que se aproximam.

por aqui e diretamente na foto.

abaixo na coluna, o texto na íntegra.

coluna-dia-17-de-setembro

Ainda sobre a nova estação

Foi no pedal da semana passada, quando varei o Jacuí em direção a Pantano Grande, e de lá para cá, em um pedalada de pouco mais de 100 km, que descobri que não é só com o calor que devemos nos preocupar, os cicloturistas, no verão.

Melhor dizendo: que não é porque está começando a esquentar que a gente tem de se tornar relapso com os cuidados e preparativos, em particular aqueles que, como eu, farão em breve uma longa distância pedalando – no meu caso, 2 mil km, pelo menos.

Calma que eu explico.

É que, na semana passada, aproveitando a previsão de um domingo ensolarado, sai cedo de casa – às 7h30 – em direção a Pantano Grande, logo depois de Rio Pardo, e distante cerca de 50 km aqui de casa.

A escolha se mostrou acertada de saída: céu azul na Verena, onde moro, e temperatura na casa dos 15ºC e subindo; ou seja, tudo certo.

Calibrei os pneus de “La Negra 2”, minha bike, e segui em direção ao Arroio Grande, de onde pegaria a BR 471.

Ocorre que, ao chegar na altura do Faccin Bicicletas, apoiadores da Operação Banda Oriental, a neblina simplesmente tomou conta de tudo, reduzindo a visibilidade para algo em torno de três ou quatro metros, se muito.

Logo viria a descobrir, ciclista incauto que sou, que ela, a névoa, me acompanharia pelos próximos 35 km, e que só cederia lugar ao sol em Rio Pardo.

Até aí, nenhum problema, não fosse o fato de eu ter decidido deixar em casa o farol da frente, imaginando – afinal, é verão; não é verdade? – que o sol ficaria comigo o tempo inteiro, e baseado no fato de, no inverno, eu não ter enfrentado, nem mesmo na serra, uma pedalada sequer com neblina.

A sinaleira traseira, e a que mantenho fixa em meu capacete, estavam lá, firmes, avisando aos que vinham de trás que havia ciclista na estrada, mas na perspectiva frontal o mesmo não podia ser dito.

Ao cruzar com dois ou três grupos de “speeds” – ciclistas de velocidade – que vinham em direção a Santa Cruz do Sul; portanto, no sentido contrário ao meu, devidamente equipados com faroletes dianteiros – me dei conta da péssima decisão que tomei.

Decisão ruim e arriscada diria, haja vista que, a qualquer momento, poderia ter sido atingido por um carro que, ao realizar uma ultrapassagem, invadisse o acostamento onde eu transitava.

Mas a sorte esteve ao meu lado e deu tudo certo; agora, é cuidar de andar sempre equipado, mesmo que o sol esteja alto.

Vale registrar, ainda, que a névoa atrapalha pra caramba os óculos de proteção, muito embora, nesse caso, e na falta de um “limpador de para-brisa”, uma paradinha rápida para secar a lente resolve.

E o resto do pedal?

Maravilhoso, em especial depois que o sol deu os ares de sua graça, em Rio Pardo, como disse.

Os números: 105,75 km percorridos nos dois sentidos; velocidade média de 19,4 km/h, máxima de 44,9 km/h, pulso em 130 bpm na chegada e algumas queimaduras na coxa, braços e rosto, o que reitera a importância de usar protetor solar na próxima, sem falta.

Bora pedalar, então!

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