dois livros que devem ser lidos

havia tempo não falava de leituras realizadas aqui nos registros da operação banda oriental, ainda que, à medida do possível, esteja atualizando o link leituras de viagem.

o fato é que, nas últimas semanas, li dois livros: “transpatagônia: pumas não comem ciclistas” (Kalapalo, 2015), de guilherme cavallari – autor do documentário homônimo, disponível no netflix, e “trilhando sonhos: 365 dias de bicicleta pela américa do sul”, de thiago fantinatti (extremos, 2014).

sobre o transpatagônia, livro que TEM de ser lido por que, como eu vai pegar a estrada ali na frente, ainda que a roda de cavallari, entre chile e argentina, exige no mínimo um bom conhecimento de causa do que significa condições extremas sobre duas rodas.

um trecho do release de apresentação do livro, que tem sua versão filme, como disse, no netflix:

“Por exatos 180 dias, ou 6 meses, percorri 6.000 km de bicicleta sozinho por toda a extensão da Patagônia e da Terra do Fogo, tanto no Chile quanto na Argentina. Ao longo do caminho abandonei momentaneamente a bike e caminhei por trilhas acampando e explorando. Uma viagem sonhada e adiada por décadas. Um daqueles sonhos de criança, que acompanham nossa adolescência e juventude, para depois nos atormentar durante toda a fase adulta da vida. Até que finalmente ela aconteceu!

Engraçado como as prerrogativas, prioridades e responsabilidades interferem em nossos sonhos. Não é que os sonhos perdem importância, mas são soterrados por uma infinidade de outras imagens e sensações que terminam por ocupar quase todo o espaço físico e mental (…)”

não é pouco, vamos combinar.

“trilhando sonhos”, por sua vez, que li no kindle, tem a pegada do livro de cavallari, sentido de uma aventura de fôlego – e foi, acreditem – mas se diferencia, e isso é uma coisa bem legal, porque fantinatti, ainda que pedalasse, não era especializado em aventuras, como o autor de “transpatagônia”.

TEM de ser lido, igualmente.

seus relatos, portanto, são muito mais impressionistas, sentido de registrar as transformações ocorridas pela caminho em sua forma de ver o mundo, que técnicas, ligadas ao cicloturismo, ainda que cavallari não se furte disso.

um trecho:

“Mais que descobrir a América, acabei descobrindo gente! Isso me marcou profundamente. O que me dava forças para seguir depois de uma despedida era justamente o fato de saber que a próxima pessoa importante, o próximo personagem do meu livro, estaria esperando para ser descoberto nos próximos quilômetros. E sempre aparecia alguém, sempre. No meio de tantas variáveis desconhecidas, esta era uma constante que eu entendia cada vez melhor. Ainda sinto muita saudade dessas pessoas especiais que cruzaram meu caminho. Quem seria e onde eu encontraria o próximo personagem?”

então era isso. leiam os livros. vale cada linha. o cicloturismo agradece.

TranspatagôniaTrilhando sonhos

 

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